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Sporting encontrou em Boey o “clone” de Porro: “São muito iguais”

Objetivo leonino para a vaga que poderá abrir-se é Sacha Boey, lateral que o Galatasaray não quer libertar por menos de 12 milhões de euros. Nascido em França e com ascendência camaronesa, o lateral do Galatasaray tem características que fazem lembrar as do espanhol que está de saída. Sporting tem concorrência.

Para preencher a vaga que Pedro Porro pode deixar em aberto no corredor direito, o Sporting não demorou a encontrar um lateral com fortes parecenças com o espanhol que pode rumar ao Tottenham. Quem o afirma é Tony da Silva, que conhece bem Sacha Boey desde os tempos em que foi adjunto de António Conceição na seleção dos Camarões.

O alvo que os leões pretendem contratar ao Galatasaray nasceu em França há 22 anos, mas, por via da sua ascendência, foi acompanhado de perto pela equipa técnica dos Leões Indomáveis, que chegou a elaborar um extenso dossiê acerca das suas principais características.

Boey foi observado quando estava ao serviço do Rennes e depois no Dijon, acabando, inclusive, por fazer parte da lista de 40 pré-convocados para a última CAN, realizada em janeiro e fevereiro de 2022. O lateral era tido como peça imprescindível, mas acabou por não se juntar ao grupo porque contraiu na altura uma lesão e, ao mesmo tempo, porque não tinha ainda optado entre França ou Camarões enquanto futura seleção para representar.

“É um jogador parecido com o Porro. É forte no último terço e muito rápido a atacar a profundidade”, analisou Tony da Silva a O JOGO, respondendo depois, quando questionado se considerava a qualidade de Boey inferior à de Porro: “São muito parecidos… Muito iguais”, afirmou o treinador que agora é adjunto no Paços de Ferreira, numa equipa técnica liderada por César Peixoto.

Com duas assistências na liga turca desta época, pelo Galatasaray, Boey tem estado em destaque e já ganhou estatuto de ídolo junto dos exigentes adeptos do emblema de Istambul. Apesar disso, parece não ter adquirido ainda a exuberância ofensiva, em termos de golos e assistências, que tem o espanhol que joga no Sporting. “Porro talvez seja um pouco mais agressivo. Mais finalizador. Mas o Sacha Boey também é bom nas assistências”, realça Tony, destacando ainda a capacidade do franco-camaronês em jogar numa linha defensiva clássica ou no atual sistema leonino: “É um jogador muito forte ofensivamente. Mas tanto pode jogar numa defesa a quatro, como fazer todo o corredor num sistema de 3x4x3.”

Nascido em Montreuil, nos arredores de Paris, Boey cresceu no bairro 93 (Seine Saint-Denis) e começou a carreira no Red Star de Paris, mas quando tinha 15 anos de idade, dadas as qualidades já demonstradas, teve um convite do Rennes e decidiu partir sozinho para terras bretãs, sobretudo porque este emblema lhe dava a oportunidade de continuar a dedicar-se aos estudos, o que, conforme explicou numa entrevista, era uma prioridade da sua mãe.

Por esse emblema estreou-se na liga francesa aos 18 anos e sete meses, efetuando um total de 12 partidas nos seniores antes de se juntar ao Dijon, em 2020. Um ano depois, ingressou no Galatasaray, que por ele pagou cerca de um milhão de euros.

Na altura, segundo contou o próprio Boey, o Celtic tinha feito por ele uma oferta no valor de três milhões de euros. A preferência, porém, foi para Istambul, tendo neste momento um total de 36 jogos no clube, com um golo e nove assistências.

É certo que o Sporting avançará para a sua contratação depois de vender Pedro Porro, com uma oferta previsível na ordem dos sete milhões de euros. Os turcos já disseram que não vendem por menos de 12 milhões pelo que as negociações podem ser árduas. Crystal Palace e Udinese estão também na corrida.

À espera de uma chamada da parte de Didier Deschamps

Sacha Boey esteve pré-convocado para a última CAN, por António Conceição, mas o sucessor deste nos Camarões, Rigobert Song, ainda não contou com ele. “Já falámos várias vezes com ele para vir, mas pede-nos sempre para esperar”, contou Song em outubro passado. Boey ainda não jogou por França ou por Camarões, pelo que, por via da dupla nacionalidade, pode representar qualquer das duas seleções. Com trajeto nas seleções jovens franceses, desde os sub-17 aos sub-20, já foi noticiado que, na verdade, o lateral está ainda na expectativa de Didier Deschamps o chamar à seleção francesa.

Aurier como forte influência

Tal como Sacha Boey, Serge Aurier cresceu no bairro 93 dos arredores de Paris. Talvez por isso, o lateral cobiçado pelo Sporting tenha no marfinense do Nottingham Forest uma das grandes fontes de inspiração. “Aprecio particularmente a mentalidade de Aurier, que joga de raiva”, chegou a afirmar Boey, numa entrevista à BeIN Sports. “Eu também defendo, mas gosto de recuperar a bola em zonas defensivas, para subir e permitir superioridade no ataque. E, porque não, marcar ou fazer assistências”, afirmou sobre si na mesma peça. “Alguns treinadores gostam de laterais defensivos, mas a tendência é o ataque. Antes os laterais nem sabiam atacar, mas hoje são completos: continuam a saber defender mas atacam ainda melhor. Cada vez são mais importantes nas equipas”, acrescentou.

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